A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto de lei que permite aos fumicultores escolher onde as folhas de tabaco serão classificadas para a venda. Um dos autores da proposta, o deputado estadual Hussein Bakri comemorou a aprovação. A medida tem impacto direto para famílias que cultivam tabaco, especialmente em municípios da AMSULPAR e da AMCESPAR, no Sul e no Centro-Sul do Paraná, onde o deputado atua no apoio a demandas locais.
Para essas famílias, a possibilidade de classificar o fumo no próprio paiol dará ao agricultor mais controle sobre uma etapa que influencia o preço recebido pela safra. Hussein Bakri destacou que a escolha do local atende a uma reivindicação histórica do setor. “Ao atender a essa reivindicação histórica dos fumicultores das regiões Sul e do Centro-Sul, estamos assegurando a eles maior autonomia e poder de decisão, preços mais justos e mais transparência na comercialização”, afirmou o deputado.
Pelo texto aprovado, o produtor poderá solicitar que a classificação seja feita na propriedade, com os custos dos materiais necessários pagos pela empresa compradora. O peso estimado, a classificação das folhas e o valor negociado deverão ser registrados em documento assinado pelas duas partes.
Se optar pela classificação na indústria, o fumicultor poderá acompanhar o procedimento e consultar, em tempo real, a qualidade, o peso e o valor atribuído ao tabaco. Em caso de discordância, poderá solicitar arbitragem gratuita. Se a divergência persistir e a carga for devolvida, a empresa compradora ficará responsável pelos custos de transporte e logística.
A fumicultura envolveu cerca de 28 mil famílias no Paraná na safra 2023/2024. Em 2025, uma audiência pública na Alep reuniu cerca de 700 produtores de 18 municípios para debater o tema.
Para Hussein Bakri, a aprovação representa uma grande conquista para as famílias produtoras de tabaco no Paraná. A reivindicação vinha sendo discutida há anos e avançou graças ao trabalho persistente do Líder do Governo. O deputado reafirmou que seguirá trabalhando para defender os direitos dessas famílias e garantir que os produtores tenham voz nas decisões que afetam a comercialização da safra e a renda no campo.
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